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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

[Almada cru]

[Ainda que tenha sido curto. Foi irrepreensivelmente sentido.Intimista. Com a sua gente. Que sente. Acho que nunca o desiludimos, porque ele nunca nos desilude também. É recíproco. Somos os tais. Só posso ter orgulho de quem vi começar há mais de 20 anos, cheio de talento, quanto de incertezas. De quem tem Almada cravada na pele.]

Almada cru 3.jpgHá males que vêm por bem.

Ter trocado, com o pai da miúda o fim de semana por causa de uma festa de aniversário de um coleguinha dela, ainda que não me desse grande jeito, acabou por valer bem a pena.

Tinha visto no mês passado que o Carlão iria cantar no auditório da FNAC do Almada Fórum, mas percebi que não estava cá e preferi esquecer me disso.

Hoje um dos músicos da "cru" dele relembrou-me, partilhando no Facebook o evento. E acho que fiquei, inicialmente, mais entusiasmada que a miúda que, à hora de sair de casa, tratou de enrolar-se toda nas habituais "birras" do não quero creme, não quero pentear, não quero lavar os dentes, do espera aí deixa me só fazer isto, do espera aí deixa me só fazer aquilo e até chegou a dizer que não queria ir.

Consegui convence-la, dizendo que também teríamos de comprar um presente para a festa de aniversário no sábado. E lá nos pusemos a caminho.

Escusado será dizer que ela adorou. Eu adorei. Acho que toda a gente gostou.

Ainda que tenha sido curto. Foi irrepreensivelmente sentido. Intimista. Com a sua gente. Que sente. Acho que nunca o desiludimos, porque ele nunca nos desilude também. É recíproco. Somos os tais. Só posso ter orgulho de quem vi começar há mais de 20 anos, cheio de talento, quanto de incertezas. De quem tem Almada cravada na pele. E a leva, com orgulho sempre consigo numa das mais bonitas formas de expressão, a música.

No decorrer do concerto, a Sofia, olhou para trás algumas vezes, fitando-me com aquele ar de "estou mesmo contente" e ria-se muito. No final disse-me:

- Mãe, gostei tanto. Não sabia que vinham todos. Até o DJ. E ele disse-nos adeus. A nós e a algumas pessoas que ele conhecia.

Já nas lojas, a entrar no Imaginarium, na calmaria do quase fecho, tivemos um "encontro imediato" com ele e pronto, dois beijinhos depois e a Sofia saiu tão inchada e vermelha da loja que estava a ver que ia contra a parede que está entre as duas portas que a loja tem.

- Mãe, achas que o Carlão pode ir tocar à minha festa de anos?

E pronto, acabou-se o meu estado de graça.

- Menos Sofia, menos.

#viverparasempre

 

 

 

 

Sem que a emoção se banalize nos sentidos!

[Sempre como se fosse a primeira vez, sempre com a mesma apetência, o mesmo espanto e a mesma entrega.]

 

Tento sempre olhar para as coisas como se fosse a primeira vez. Mesmo aquelas que já sei de cor e salteado. No meu entendimento, só assim é possivel renovar. Mudar o plano. A perspectiva. O modo de ver. Quando o obturador é disparado: uma experiência é "congelada".

 

blog maria bolacha nascer todos os dias.jpg

Mas o que é congelado? O espaço? O tempo? O espaço. Sem dúvida.

O tempo continuará a latejar, pulsando e produzindo experiências, possíveis de ser congeladas.

Mente, olho e coração. Fotografar é isso mesmo, colocar na mesma linha de mira: a cabeça, o olhar e o coração e então escolher ou encontrar o momento decisivo.

 

Mas sem nunca deixar que a emoção se banalize nos sentidos e no entendimento.