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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Sobre finais e despedidas... sobre afetos.

[E serviu lhe tão bem a camisola quando há 8 anos a vestiu por inteiro, empenhando-se de alma e coração. Costuma dizer-se que ninguém é insubstituível. E talvez seja verdade. Mas há pessoas que deixam nos outros a sua marca e levam consigo um pouco de nós, independentemente da cor política, do clube ou da religião que pratiquem.]

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Não gosto de finais "tristes". Não gosto. Choro sempre no final. É terrível. Porque nunca consigo conter-me.

Fica um vazio imenso. Uma escuridão. Como se tivessem apagado as luzes e deixasse de ver ao longe o caminho.

Também detesto despedidas. Doem sempre. Sobretudo dizer adeus a quem se gosta. A quem deu tanto de si e recebeu tanto de nós.

E serviu lhe tão bem a camisola quando há 8 anos a vestiu por inteiro, empenhando-se de alma e coração. 
Costuma dizer-se que ninguém é insubstituível. E talvez seja verdade. Mas há pessoas que deixam nos outros a sua marca e levam consigo um pouco de nós, independentemente da cor política, do clube ou da religião que pratiquem.

São pessoas com P maiúsculo. Daquelas que se movem por grandes causas e por grandes lutas, sem nunca saírem do caminho traçado e seguindo sempre as suas mais fortes convicções.

Para mim foi um prazer percorrer consigo este caminho. [às vezes quase como a sua sombra é verdade].

Olhando agora, parece que passou rápido, mas foi longo e trabalhoso. Mas também muito recompensador. Aprendi muito. Levo muito, destes 8 anos. Eu e todos. Tenho a certeza disso.
E também tenho a certeza de que levará para sempre um pouco desta cada e dos seus trabalhadores no seu coração. 
Este abraço foi longo mas de até já! Vêmo-nos por aí… em Almada, sempre. E porque há afetos que nunca se perdem! OBRIGADO!

Sempre fui uma pessoa de emoções. De muitos afetos. Tenho amigos de todos os partidos, de todos os clubes e de todas as religiões. Amizades possíveis pelo respeito pelo próximo e pela sua identidade. E este é um texto sobre afetos. Nada mais.

Não venham com as politiquices do costume que é para o lado que eu durmo melhor. No dia em que não possamos expressar o que sentimos, estamos bem arranjados estamos.