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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Onde está o lixo? - a pergunta que todos fazem

[Em relação ao lixo que a humanidade, neste caso os Almadenses, produz a cada pulsar da vida, a cada segundo que se desenrola em minutos, horas, dias, meses, anos...esse só desapareceu das redes sociais. E continua por cá, existe, na esquina mais perto de nós.]

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E pronto, é oficial, desapareceu todo o lixo das ruas da minha cidade. E não, não vos vou falar de política. Ainda que pareça quando se começa a ler.

O lixo no chão, na estrada, fora do sítio e até no devido sítio. Desapareceram os "monos" largados na rua a torto e a direito. Os carros mal estacionados, as multas da entidade de estacionamento. Acabaram se também os rabiscos nas fachadas dos prédios. As obras na via pública e tudo o que agora já não interessa mais. Ou pelo menos é o que parece querer transparecer.

Pelo menos das redes sociais desapareceu tudo isto. Dos grupos locais, regionais, pessoais e até com supostos donos de opinião ou não. Procuram-se desde o dia 2 de Outubro.

Parece-vos estranho? A mim não. Mas explicar isto dava um longo capitulo.

Mas "eles" continuam todos cá, na exacta proporção da javardice dos Almadenses, no caso do lixo.  Na exata proporção da falta de discernimento de quem estaciona mal e como se a rua fosse sua, a sua viatura. Bem como as obras necessárias e imprescindíveis, continuam todas a decorrer. 

É algo que não se resolve com eleições, mas com mudança de mentalidades e muita sensibilização ambiental e, sobretudo, cívica e moral.

No lixo há que deixar de sermos "porcos" e ter respeito por quem também partilha a rua e o espaço público. (acho que nem os porcos fazem jus à conotação que se lhe dá).

No estacionamento há que passar a ter respeito por quem também partilha a rua e o espaço público.

No caso da Ecalma, não há nada a fazer. Senão quem é contra continuar a manifestar se contra e quem é a favor continuar a manifestar-se a favor. Embora pareça ter-se criado por aqui a grande ilusão de que no Natal de 2017 já não vai haver estacionamentos pagos no centro da cidade de Almada

As obras teremos sempre que aprender a ir vivendo com elas. São sinónimo de monitorização e manutenção dos sistemas intervencionados.

Quanto aos rabiscos nas paredes, ... deixo isso para outra ocasião. Há que dar tempo ao tempo e ver o que acontece.

Bolas, que voltamos sempre ao cerne da questão: o respeito. Sem respeito não há liberdade que nos valha. Não pode haver.

Em relação ao lixo que a humanidade, neste caso os Almadenses, produz a cada pulsar da vida, a cada segundo que se desenrola em minutos, horas, dias, meses, anos...esse só desapareceu das redes sociais. E continua por cá, existe, na esquina mais perto de nós.

O porquê, prefiro deixar à interpretação alheia de quem possa percorrer estas palavras. Até porque este não é um texto político. E prometi que não vos vinha falar de política. Mas é algo que tem muito que se pensar, quem o quiser fazer.

A questão aqui é que a mentalidade não mudou com as eleições. Nem da noite para o dia. Nem do vermelho para o rosa. E o lixo irá continuar a ser proporcional à javardice alheia. E continua bem patente nas nossas ruas.

Há que mostra-lo porque este é um problema de saúde pública até, alheio a cores políticas. E de todos os que por cá coabitam.

Get it?

Almada Sempre!