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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Ainda a grande casa!

[ (...) irá doer sempre. Como um sonho que se perdeu no tempo e no espaço e que se degradou para dar lugar a coisas novas. Mas as coisas novas tardam em chegar. Quem aqui nesta casa nasceu, irá gostar sempre de poder voltar]

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Quando mexemos nas boas memórias, vibrações positivas emanam e a cabeça, essa, fica a mil à hora, rodopiando entre pensamentos.

Contínuo a ir nadar. Faço o pelo menos 2 vezes por semana. É bom para o corpo, dizem os especialistas.

Mas o que eles talvez não saibam, é que é ainda melhor para a alma.

É aquele momento em que se deixa de sentir o peso do corpo . Em que tudo fica mais leve. É o instante em que o mundo fica todo lá fora. Imergir. Emergir. Expirar. Inspirar. É quase um lubrificar da máquina. Um acertar do passo. Um momento de concentração. De controlo. E ao mesmo tempo de um imenso prazer.

Passei quase tantas horas "de molho", como as que passei a dormir. É uma necessidade básica na minha vida. Senão durmo e não como, morro, mas se não nadar, não morro, mas enlouqueço.

Hoje fechei os olhos e imaginei que era aquela menina, do clube Lisnave, cheia de vontade de um dia vingar na modalidade e ganhar, ganhar muito.
Foi nesta casa que tudo começou. A paixão. A vontade. A entrega. A necessidade básica. Um modo de estar na vida.

Quanto ao resto, irá doer sempre. Como um sonho que se perdeu no tempo e no espaço e que se degradou para dar lugar a coisas novas. Mas as coisas novas tardam em chegar.
Quem aqui nesta casa nasceu, irá gostar sempre de poder voltar.