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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Sobre reencontros e regressos!

[É sempre bom sair de casa, regressar às antigas paragens, mas desta vez não apanhar o barco para ir esquecer amores não correspondidos para o Bairro Alto, porque em Almada nos anos 90, a partir das 2h da manhã, nada acontecia.]IMG_0619_pb.jpg

Conheço este dois “seres enormes” de paragens antigas. Quer dizer, as paragens são as mesmas. Os tempos é que agora são outros. O tempo passou veloz e implacável mas há coisas que se mantém intactas como desde o tempo das antigas paragens.

Só posso sentir admiração, pelo o que são, pelo o que representam na minha memória e também no meu presente, por tudo o que construíram, pelo caminho que traçaram.
[Não que eu não tivesse plena consciência de que ia acontecer. Eles é que se calhar não tinham essa percepção, ou até, talvez tivessem, mas de qualquer forma, nunca deixaram de acreditar.]

É sempre bom sair de casa, regressar às antigas paragens, mas desta vez não apanhar o barco para ir esquecer amores não correspondidos para o Bairro Alto, porque em Almada nos anos 90, a partir das 2h da manhã, nada acontecia.
As noites acabavam no Johnny Guitar. Com o malogrado Zé Pedro muitas vezes a meter som. E os amores não correspondidos não eram esquecidos nessa noite, mas perdiam-se no tempo, mais tarde, com o passar dos meses.
Mas ontem, ontem não apanhamos o barco. As pessoas chegavam surpreendidas por tal aparato na rua, no meio do cais de desembarque, em Cacilhas.
- O que é se passa?
- Quem são?
- O que é?

De frente para o vidro do Cais, pude observar as expressões quando finalmente reconheciam quem era, quem estava a provocar tal aparato na rua, num final de tarde, na última sexta-feira de 2018.

O filho que Almada viu crescer, estava dar música a quem a quisesse ouvir e receber. No quentinho da fogueira, em versão acústica e sempre, sempre a surpreender os seus. E sempre bem acompanhado! Sem dúvida!

Era uma Almada Feliz esta ontem! E é uma certeza para mim!
Feliz ano 2019! Almadacru!

Se a gente dele sente!

[E ele que é sempre exímio com a sua gente. Que sente. E retribui.]

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Hoje, em Cacilhas, tentei fazer o gosto ao dedo, ao mesmo tempo que tentava manter sossegados três irrequietos de tamanho mini que assistiam comigo ao Carlão na 1ºfila.
O "Carlitos", como lhe chama o Celso, conseguiu que o rapaz mais forreta de Almada, o Celso, desse uma contribuição...zinha para uma causa nobre.
Não estou com isto a denegrir a imagem do rapaz Celso, mas toda a gente ficou a saber pois foi dito em palco pelo anfitrião da noite.
E já todos tivemos 20 anos. [Há os que têm agora 20 anos também.]
Nós agora temos 40 mas continuamos a rir-nos muito. Uns com os outros. Uns dos outros. E até sozinhos. De nós mesmos. A reencontrar-nos nestes momentos tão preciosos e tão simples. Tão banais mas tão fundos ao mesmo tempo.

E ele que é sempre exímio com a sua gente. Que sente.
E retribui.
Sempre.

Feliz Almada

À sombra do Cristo-Rei

[À sombra do Cristo-Rei]

IMG_0186_olhares.jpgOntem houve festa da rija. E em casa.
E o melhor da época Natalícia é mesmo isto: o convívio, o carinho, a harmonia. Ainda por cima, num local mágico como este.
Foi o único momento do dia em que se viu o Sol.
À sombra do Cristo-Rei.

Costumo dizer que não sou católica, mas este sempre foi o meu irmão. Desde criança.
Do alto da minha janela, olhava-o horas a fio. Conversava com ele e dizia aos meus pais que ele era o meu Irmão.
Quando já era mais crescida, adolescente, construíram o Teatro Municipal Joaquim Benite e de certo modo, e a bem da cultura, deixei de o conseguir observar na integra.
No entanto nunca deixará de ser o meu irmão. Sou abençoada pela sua sombra, sempre fui.
Feliz 2019
Este ano a passagem, será à sombra do Cristo-Rei!