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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

A sentir Almada com Carlão. Em casa

[Isto de sentirmos Almada como a nossa casa torna-nos especiais de alguma maneira. O Nuno Espiríto Santo vestiu a camisola que esteve guardada na minha gaveta 25 anos. Como sou o tipo de pessoa que guarda tudo e mais alguma coisa, pensei que não ia conseguir desfazer-me de tal relíquia.]

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Isto de sentirmos Almada como a nossa casa torna-nos especiais de alguma maneira.

O Nuno Espiríto Santo vestiu a camisola que esteve guardada na minha gaveta 25 anos. Como sou o tipo de pessoa que guarda tudo e mais alguma coisa, pensei que não ia conseguir desfazer-me de tal relíquia. Uma verdadeira pérola, a t-shirt dos Braindead. A emoção que senti quando a encontrei na gaveta das velhas t-shirts da adolescência, junto às de Faith no More, de Pantera e às do Jim. Mas quando o vi entrar no palco, percebi que a camisola tinha sido feita para ele e que tinha tomado a decisão certa.
[E quem não sabe porquê, é porque não é de Almada ou andou a ver outros filmes.]

Quando a tirei da gaveta, 25 anos depois, parecia um trapo. Lavei-a, passei-a e... parecia nova.
Os 20 kilos mais velho assentaram na perfeição.
E comigo não ia muito mais que possivelmente à Costa da Caparica.

Também encontrei a "Lene". E só por isso já valia a saída de casa. [que nunca alises o cabelo, não.]
A Sofia trouxe o autógrafo que tanto queria com os beijinhos XXL do Carlão.

No carro, depois de deixarmos a Lene, vinha a dormir, ainda com o papel na mão, como que exibindo o seu troféu.
Antes de se deitar, continuava de papel na mão.
- Mãe, onde é que eu ponho isto?

Ah, é verdade e foi ao palco.
Ela, eu. Sim eu. E toda a gente que quis ir. Maravilhosoooooooooooooo. Eu entre querer saltar e filmar, tentei registar o momento.

Uma ressalva para o "miúdo" Bruno Ribeiro, que tem uma voz do outro mundo. Arrepia.

Foi aquilo a que costumo chamar "o fim do mundo em cuecas", o Carlão, hoje, em casa, no teatro municipal Joaquim Benite. ENORME! GENUÍNO.

E enquanto todos sacavam das máquinas e "alvejavam" o Carlão, eu "alvejei" o Nuno, que ontem estava possuído e queria todos em palco. Eu avisei que essa t-shirt tinha efeitos secundários!!! Nada adversos porém.
Tem memórias. Recordações de concertos que não voltam mais.Levas também um pouco da minha, da nossa adolescência. E sempre que a vestires, levarás tudo isto e muito mais. Levas Almada no coração. E no peito.
E isso basta-me.
[Bem melhor sorte terá, que passar mais 25 anos dentro de uma gaveta, estimada, mas 2 ou 3 números acima do meu.]
O pó que tenho trazido na bagagem.

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O final do Verão!

[Sinal de que os dias vão sendo mais curtos.]

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 O Final do Verão.
Sinal de que os dias vão sendo mais curtos.
Ainda uns minutos antes de tirar a foto, o Sol e a Lua reencontravam-se por breves instantes e eu contemplei o momento perante o silêncio.
Até que houve a mudança de turno.
É o momento da Lua e das estrelas brilharem... em Avís.

De coração cheio! Em demasia!

Posso dizer que vim de bagagem e de coração cheios.
Primeiro porque é uma festa indescritível e inigualável. Não conheço nada igual, nem sequer parecido.

Em segundo, porque sempre soube que "eles" iam brilhar um dia, num futuro muito próximo, daqueles maravilhosos anos 90 em que nesta Margem (cheia de) Sol, os vimos começar a trilhar o caminho.
O sonho é agora tão real.
Só posso ter orgulho! Um imenso orgulho nestes rapazes.
Made in Almada.

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