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Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

Maria Bolacha

Maria Bolacha ou Bolacha Maria. Alcunha da adolescência que persisto em conservar.

[Até que a morte nos separe?]

["Cabra adúltera" ,"É pior trair que bater", "Hajam mais juízes assim". "Epá" a sério que eu li bem isto????? E andamos nós indignados com o Daesh... Temos muitos adeptos da Sharia por cá, quer me parecer a mim.]

violência-domestica.jpgComo é possível em pleno século XXI, ano de 2017, haver um juiz que em 20 páginas invoca a Bíblia, o Código Penal de 1886 e até civilizações que punem o adultério com pena de morte, para justificar a agressão de um marido após saber que foi traído?

Vinte páginas que, segundo o que se lê, fazem parte do acórdão do Tribunal da Relação do Porto, que condenou dois homens a penas suspensas de prisão por violência sobre uma mulher adúltera.

Surreal? Inimaginável?

Um breve passeio pelo facebook e percebo que existem por lá, muitos (muitas não vi) que concordam com a decisão do "tal" juiz, que citou a bíblia e fez-nos regressar a 1800 e troca o passo.
  - "Cabra adúltera (...)"
  - " É pior trair que bater."
  - "Hajam mais juízes assim."

... "epá" a sério que eu li bem isto?????

E andamos nós indignados com o Daesh. Temos muitos adeptos da Sharia por cá, quer me parecer a mim.

Puro terrorismo. A começar nos juízes que o promovem. Nos maridos traídos que o praticam.

A liberdade de expressão anda muito mal, num estranho mundo, virado do avesso. Nem sei se é bem virado do avesso, ou se está simplesmente contaminado ou mesmo... doente de si próprio.

Uma coisa é existirem traições que fazem doer mais que certas pancadas, que há. Mas isso é "coisa" para outro post que não este.

Não sei se está na Bíblia, mas há aquela deixa célebre do: "Deixai vir a mim as criancinhas", ou aquela do "até que a morte nos separe".

Será caso para me preocupar?????

 

[Dancing in the rain, again!]

[Há um ano por esta altura já chovia e bem. São nestes dias que "eles" mais se aproximam, permitindo-me toda esta intimidade e com uma lente de 300mm apenas. MARAVILHOSO! ]

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 Maravilhoso sapal este. Cheio de vida e de seres vivos.

Cá estou, na Margem Sul, na linha entre Miratejo e Corroios, no Município do Seixal.

Há um ano por esta altura já chovia e bem. São nestes dias que "eles" mais se aproximam, permitindo-me toda esta intimidade e com uma lente de 300mm apenas. MARAVILHOSO.

[Os flamingos, garças reais e toda a passarada que existe naquele local. ]

Tenho um especial encantamento pelos flamingos, pela elegância que emanam, assente numas patas frágeis e articuladas.

Parecem deslizar, dançar sobre a água. Bailam sobre o silêncio, ritmados pelo som dos pingos da chuva.

E é lindo de morrer!

Como qualquer palavra que diga parecerá pequena para clarificar o momento. Ficam as imagens.

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Sobre finais e despedidas... sobre afetos.

[E serviu lhe tão bem a camisola quando há 8 anos a vestiu por inteiro, empenhando-se de alma e coração. Costuma dizer-se que ninguém é insubstituível. E talvez seja verdade. Mas há pessoas que deixam nos outros a sua marca e levam consigo um pouco de nós, independentemente da cor política, do clube ou da religião que pratiquem.]

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Não gosto de finais "tristes". Não gosto. Choro sempre no final. É terrível. Porque nunca consigo conter-me.

Fica um vazio imenso. Uma escuridão. Como se tivessem apagado as luzes e deixasse de ver ao longe o caminho.

Também detesto despedidas. Doem sempre. Sobretudo dizer adeus a quem se gosta. A quem deu tanto de si e recebeu tanto de nós.

E serviu lhe tão bem a camisola quando há 8 anos a vestiu por inteiro, empenhando-se de alma e coração. 
Costuma dizer-se que ninguém é insubstituível. E talvez seja verdade. Mas há pessoas que deixam nos outros a sua marca e levam consigo um pouco de nós, independentemente da cor política, do clube ou da religião que pratiquem.

São pessoas com P maiúsculo. Daquelas que se movem por grandes causas e por grandes lutas, sem nunca saírem do caminho traçado e seguindo sempre as suas mais fortes convicções.

Para mim foi um prazer percorrer consigo este caminho. [às vezes quase como a sua sombra é verdade].

Olhando agora, parece que passou rápido, mas foi longo e trabalhoso. Mas também muito recompensador. Aprendi muito. Levo muito, destes 8 anos. Eu e todos. Tenho a certeza disso.
E também tenho a certeza de que levará para sempre um pouco desta cada e dos seus trabalhadores no seu coração. 
Este abraço foi longo mas de até já! Vêmo-nos por aí… em Almada, sempre. E porque há afetos que nunca se perdem! OBRIGADO!

Sempre fui uma pessoa de emoções. De muitos afetos. Tenho amigos de todos os partidos, de todos os clubes e de todas as religiões. Amizades possíveis pelo respeito pelo próximo e pela sua identidade. E este é um texto sobre afetos. Nada mais.

Não venham com as politiquices do costume que é para o lado que eu durmo melhor. No dia em que não possamos expressar o que sentimos, estamos bem arranjados estamos.

 

 

[Almada cru]

[Ainda que tenha sido curto. Foi irrepreensivelmente sentido.Intimista. Com a sua gente. Que sente. Acho que nunca o desiludimos, porque ele nunca nos desilude também. É recíproco. Somos os tais. Só posso ter orgulho de quem vi começar há mais de 20 anos, cheio de talento, quanto de incertezas. De quem tem Almada cravada na pele.]

Almada cru 3.jpgHá males que vêm por bem.

Ter trocado, com o pai da miúda o fim de semana por causa de uma festa de aniversário de um coleguinha dela, ainda que não me desse grande jeito, acabou por valer bem a pena.

Tinha visto no mês passado que o Carlão iria cantar no auditório da FNAC do Almada Fórum, mas percebi que não estava cá e preferi esquecer me disso.

Hoje um dos músicos da "cru" dele relembrou-me, partilhando no Facebook o evento. E acho que fiquei, inicialmente, mais entusiasmada que a miúda que, à hora de sair de casa, tratou de enrolar-se toda nas habituais "birras" do não quero creme, não quero pentear, não quero lavar os dentes, do espera aí deixa me só fazer isto, do espera aí deixa me só fazer aquilo e até chegou a dizer que não queria ir.

Consegui convence-la, dizendo que também teríamos de comprar um presente para a festa de aniversário no sábado. E lá nos pusemos a caminho.

Escusado será dizer que ela adorou. Eu adorei. Acho que toda a gente gostou.

Ainda que tenha sido curto. Foi irrepreensivelmente sentido. Intimista. Com a sua gente. Que sente. Acho que nunca o desiludimos, porque ele nunca nos desilude também. É recíproco. Somos os tais. Só posso ter orgulho de quem vi começar há mais de 20 anos, cheio de talento, quanto de incertezas. De quem tem Almada cravada na pele. E a leva, com orgulho sempre consigo numa das mais bonitas formas de expressão, a música.

No decorrer do concerto, a Sofia, olhou para trás algumas vezes, fitando-me com aquele ar de "estou mesmo contente" e ria-se muito. No final disse-me:

- Mãe, gostei tanto. Não sabia que vinham todos. Até o DJ. E ele disse-nos adeus. A nós e a algumas pessoas que ele conhecia.

Já nas lojas, a entrar no Imaginarium, na calmaria do quase fecho, tivemos um "encontro imediato" com ele e pronto, dois beijinhos depois e a Sofia saiu tão inchada e vermelha da loja que estava a ver que ia contra a parede que está entre as duas portas que a loja tem.

- Mãe, achas que o Carlão pode ir tocar à minha festa de anos?

E pronto, acabou-se o meu estado de graça.

- Menos Sofia, menos.

#viverparasempre

 

 

 

 

Aquilo que podia ser mas não é

Perante os últimos acontecimentos, parece que estou a ironizar até.

A imagem podia ser de cariz político mas não é.

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Neste caso, no dia 30 de outubro - Dia Nacional da Prevenção Contra o Cancro da Mama - é já habitual serem iluminados alguns monumentos portugueses, pretendendo alertar a população para o rastreio e deteção precoce do cancro da mama.

 

 

Keep the gold inside!

[Há sempre um pôr-do-sol à espera de ser visto.]

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Hoje só queria mesmo partilhar o momento.

Maravilhoso!

São instantes destes que nos fazem respirar fundo e... seguir o caminho!

Sei lá. Há que tentar. Não é?

Há sempre um pôr-do-sol à espera de ser visto.

E "o que não pode florir no momento certo acaba por explodir depois". (Mia Couto)

Uma imagem, vale mais que mil palavras. Pelo que hoje fico me por aqui.

(...)

 

[eu, ela e a gaivota]

[eu ela e a gaivota]

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 [eu, ela e a gaivota]

de olhos abertos, olhando o céu,

sonhando,

voando ao sabor do vento.

 

Mas algumas asas são feitas de papel.

Frágeis por sinal,

muito frágeis.

Como um voar de um passaro na mira de uma caçadeira.

A liberdade tem de ser de todos e para todos.

 

Não deixo de adorar estes sábados à tarde. Na melhor companhia do mundo.

- Vamos ver os pássaros, Mamã.

Com o Carlão, num dia de Sol, na Caparica.

[Queria uma fotografia com o Carlão. O homem mais procurado da segunda noite e, na minha modesta opinião, dos dias de festival inteiro. Afinal não estivesse ele a jogar em casa e como costumo ouvir por aí "um Almadense nunca desilude". Nós, não o desiludimos e ele, bem ele não desiludiu de certeza: deu um dos mais sentidos e brutais concertos que já vi dele. E não foram poucos.]

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 Agosto já lá vai, bem longe. Estamos em Outubro. Com temperaturas tão altas que lembram o Verão.

Ainda todos muito expectantes em relação às eleições autárquicas, aproveitamos os últimos dias de Sol para nos despedirmos da estação que quase todos, preferem, quase.

Foi um Verão cheio de momentos. [claro que os outros todos anteriores, também foram].

Estivemos no Algarve em pleno agosto. Aquashow em pleno agosto. Armação de Pera em pleno agosto. Tudo como eu gosto e estou a ironizar claro. Algarve em Agosto é um pequeno teste à paciência dos que por lá passam e que conhecem o mesmo sítio nos outros meses do ano. Mas a verdade é que a companhia, vale por tudo e o sítio onde estamos, a confusão alheia, deixa de ser relevante.

Regressamos aos tempos de campismo, ainda que nos carros não tenham cabido as mesas para os miúdos comerem, nem o móvel que seria a  nossa "pseudo" cozinha. O que nos levou a comer fora todos os dias. E essa foi a parte que gostei bastante confesso.

Um verão cheio de sol, constante um pouco por todo o nosso belo território à beira mar plantado.

Em Almada, o Sol também brilhou na Caparica. A miúda adora acompanhar-me nestas "coisas dos grandes" como costuma dizer. Queria uma fotografia com o Carlão. O homem mais procurado da segunda noite e, na minha modesta opinião, dos dias de festival inteiro. Afinal não estivesse ele a jogar em casa e como costumo ouvir por aí "um Almadense nunca desilude". Nós, não o desiludimos e ele, bem ele não desiludiu de certeza: deu um dos mais sentidos e brutais concertos que já vi dele. E não foram poucos

Concertos à parte, a miúda queria uma fotografia com o seu ídolo maior. E teve a. Acho que ainda me emociono quando me lembro da cara dela e sobretudo, do brilhozinho nos olhos que tinha quando olhou para mim. E não foi graças a Deus. Não. Foi graças ao Carlos mesmo. "Carlão" para o mundo. Tão nobre e de alma tão grande.

(E à  maravilhosa "Lene", prima dele, que me incentivou...)

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Onde está o lixo? - a pergunta que todos fazem

[Em relação ao lixo que a humanidade, neste caso os Almadenses, produz a cada pulsar da vida, a cada segundo que se desenrola em minutos, horas, dias, meses, anos...esse só desapareceu das redes sociais. E continua por cá, existe, na esquina mais perto de nós.]

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E pronto, é oficial, desapareceu todo o lixo das ruas da minha cidade. E não, não vos vou falar de política. Ainda que pareça quando se começa a ler.

O lixo no chão, na estrada, fora do sítio e até no devido sítio. Desapareceram os "monos" largados na rua a torto e a direito. Os carros mal estacionados, as multas da entidade de estacionamento. Acabaram se também os rabiscos nas fachadas dos prédios. As obras na via pública e tudo o que agora já não interessa mais. Ou pelo menos é o que parece querer transparecer.

Pelo menos das redes sociais desapareceu tudo isto. Dos grupos locais, regionais, pessoais e até com supostos donos de opinião ou não. Procuram-se desde o dia 2 de Outubro.

Parece-vos estranho? A mim não. Mas explicar isto dava um longo capitulo.

Mas "eles" continuam todos cá, na exacta proporção da javardice dos Almadenses, no caso do lixo.  Na exata proporção da falta de discernimento de quem estaciona mal e como se a rua fosse sua, a sua viatura. Bem como as obras necessárias e imprescindíveis, continuam todas a decorrer. 

É algo que não se resolve com eleições, mas com mudança de mentalidades e muita sensibilização ambiental e, sobretudo, cívica e moral.

No lixo há que deixar de sermos "porcos" e ter respeito por quem também partilha a rua e o espaço público. (acho que nem os porcos fazem jus à conotação que se lhe dá).

No estacionamento há que passar a ter respeito por quem também partilha a rua e o espaço público.

No caso da Ecalma, não há nada a fazer. Senão quem é contra continuar a manifestar se contra e quem é a favor continuar a manifestar-se a favor. Embora pareça ter-se criado por aqui a grande ilusão de que no Natal de 2017 já não vai haver estacionamentos pagos no centro da cidade de Almada

As obras teremos sempre que aprender a ir vivendo com elas. São sinónimo de monitorização e manutenção dos sistemas intervencionados.

Quanto aos rabiscos nas paredes, ... deixo isso para outra ocasião. Há que dar tempo ao tempo e ver o que acontece.

Bolas, que voltamos sempre ao cerne da questão: o respeito. Sem respeito não há liberdade que nos valha. Não pode haver.

Em relação ao lixo que a humanidade, neste caso os Almadenses, produz a cada pulsar da vida, a cada segundo que se desenrola em minutos, horas, dias, meses, anos...esse só desapareceu das redes sociais. E continua por cá, existe, na esquina mais perto de nós.

O porquê, prefiro deixar à interpretação alheia de quem possa percorrer estas palavras. Até porque este não é um texto político. E prometi que não vos vinha falar de política. Mas é algo que tem muito que se pensar, quem o quiser fazer.

A questão aqui é que a mentalidade não mudou com as eleições. Nem da noite para o dia. Nem do vermelho para o rosa. E o lixo irá continuar a ser proporcional à javardice alheia. E continua bem patente nas nossas ruas.

Há que mostra-lo porque este é um problema de saúde pública até, alheio a cores políticas. E de todos os que por cá coabitam.

Get it?

Almada Sempre!

 

 

 

 

 

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